O cabaz alimentar essencial registou esta semana a primeira descida em cinco semanas, segundo dados enviados à Beira Digital TV pela DECO PROteste. O conjunto de 63 produtos custa agora 243,52 euros, menos 1,44 euros do que na semana anterior.
Apesar deste alívio, o cabaz continua mais caro do que há um ano, com um aumento de 7,43 euros, equivalente a 3,15% face a novembro de 2024. Entre os produtos que mais encareceram na última semana destacam-se a polpa de tomate e a alface frisada, contrariando a tendência de descida do valor total.
Desde o início de 2025, os maiores aumentos acumulados registam-se nos ovos, na massa esparguete e nos brócolos.
O cabaz analisado inclui Carne, Congelados, Frutas e Legumes, Laticínios, Mercearia e Peixe, abrangendo, entre muitos outros, produtos como peru, frango, pescada, carapau, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, açúcar, leite, queijo, manteiga e fiambre.
De acordo com a análise semanal da DECO PROteste, realizada desde fevereiro de 2022 no contexto da escalada da inflação, os valores evidenciam que, apesar das oscilações de curto prazo, o custo dos bens alimentares essenciais continua substancialmente superior ao registado antes da crise inflacionista.
Entre as principais variações destacam-se a diferença de –1,44 euros entre 12 e 19 de novembro de 2025 (–0,59%), os mais 7,35 euros acumulados desde 1 de janeiro (+3,11%), os mais 7,43 euros face a novembro de 2024 (+3,15%) e o aumento de 55,82 euros desde janeiro de 2022 (+29,74%).