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Cabaz alimentar atinge valor mais alto em quatro anos e já custa mais de 253 euros

O preço do cabaz alimentar essencial voltou a subir e atingiu o valor mais elevado dos últimos quatro anos. De acordo com dados da DECO, o conjunto de 63 produtos considerados essenciais custa agora mais de 253 euros, representando um aumento de quase 12 euros desde janeiro.

No Mercado de Benfica, em Lisboa, a realidade sente-se diariamente. Na concorrida banca do peixeiro Jardel, a manhã voltou a ter movimento após vários dias difíceis provocados pela recente tempestade. Com a melhoria do tempo, os clientes regressaram, mas os preços continuam a ser motivo de preocupação.

Segundo comerciantes, o mau tempo impediu muitos barcos de sair para o mar durante vários dias, reduzindo a oferta de pescado fresco. Parte dos produtos que ficaram em terra acabou por se deteriorar, agravando ainda mais a escassez. Para quem vende e para quem compra, resta agora “ter paciência” para enfrentar os aumentos recorde.

Os dados da DECO mostram que, em comparação com 2022, o mesmo cabaz — com exatamente os mesmos produtos — está atualmente cerca de 65 euros mais caro. Entre os produtos que mais subiram desde então destacam-se a carne de novilho, os ovos e o café moído, itens que têm registado aumentos consistentes ao longo dos últimos anos.

A associação de defesa do consumidor não aponta uma causa única para esta subida, referindo tratar-se de um fenómeno com múltiplos fatores, desde custos de produção e transporte até quebras na oferta. A DECO alerta ainda que o impacto económico da tempestade recente poderá continuar a refletir-se nos preços nas próximas semanas, sobretudo em produtos frescos.

Para as famílias, o cenário traduz-se numa pressão crescente sobre o orçamento mensal, numa altura em que os bens alimentares continuam a ser uma das principais fontes de subida do custo de vida.

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