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Bombeiro de Campo Maior morre durante missão de apoio em zona inundada

Bombeiros

Um bombeiro voluntário da corporação de Campo Maior morreu este sábado à tarde enquanto participava em operações relacionadas com o mau tempo que tem afetado a região. O óbito ocorreu durante uma ação de patrulhamento e vigilância destinada a avaliar situações de risco e apoiar populações isoladas.

De acordo com informações recolhidas junto das autoridades de socorro, o operacional encontrava-se numa missão ligada à subida do nível das águas do rio Caia, que nos últimos dias tem provocado dificuldades de acesso a várias zonas do concelho. Durante a intervenção, o bombeiro terá tentado atravessar a pé uma área inundada, acabando por cair numa zona mais profunda, ficando submerso.

No local estiveram equipas de socorro, meios médicos de emergência e forças de segurança, que iniciaram de imediato manobras de assistência. Apesar dos esforços, a morte acabou por ser declarada ainda no terreno. As circunstâncias exatas do acidente estão a ser apuradas.

O bombeiro, que também exercia funções na Guarda Nacional Republicana, encontrava-se em serviço há várias horas, integrado nas operações de apoio a famílias isoladas pelas cheias.

Esta é a primeira morte de um operacional registada no terreno desde o início da atual sequência de tempestades que tem atingido o país e está associada à mais recente depressão que provocou agravamento das condições meteorológicas.

No total, o mau tempo já provocou 14 mortos em Portugal nas últimas semanas. A maioria das vítimas mortais resultou de acidentes relacionados com a queda de árvores, colapso de estruturas, trabalhos em telhados durante condições adversas ou tentativas de atravessamento de zonas inundadas.

Entre os casos registados estão acidentes rodoviários provocados por quedas de árvores, arrastamento de veículos por cursos de água, quedas em trabalhos de reparação de coberturas danificadas e incidentes associados ao uso de geradores em contexto de falhas elétricas.

As regiões mais afetadas continuam a ser o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, onde se registam danos em habitações, infraestruturas e redes de energia, bem como condicionamentos na circulação e nos serviços essenciais.

As autoridades continuam a alertar para os perigos de atravessar zonas alagadas e para a necessidade de evitar trabalhos em altura durante períodos de condições meteorológicas adversas, reforçando o apelo à população para que siga as recomendações de segurança.

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