A FENPROF associou-se à Internacional da Educação (IE) na condenação da decisão das autoridades israelitas de impedir a entrada na Palestina de uma delegação internacional de sindicatos da educação, submetendo vários membros a interrogatórios e confiscando os passaportes durante várias horas.
A visita da delegação, convidada pelo Sindicato Geral dos Professores Palestinianos (GUPT), tinha como objetivo celebrar o Dia Internacional da Educação na Cisjordânia, incluindo reuniões com autoridades educativas, visitas a escolas e uma cerimónia de graduação de docentes recém-formados, em especial jovens professoras. A FENPROF estava representada pela dirigente Manuela Mendonça.
Em comunicado, a Internacional da Educação (IE) alertou que “impedir que educadores de outros países estejam ao lado dos professores palestinos não é apenas um ataque à liberdade de movimento e aos direitos sindicais, mas também uma tentativa de isolar a educação palestina da comunidade global”.
Manuela Mendonça reforça “a solidariedade da FENPROF com o GUPT e com todos os professores e alunos palestinos”, acrescentando que “as tentativas de intimidação ou isolamento dos educadores apenas fortalecerão a nossa determinação na defesa do direito universal à educação e dos direitos sindicais”.
Segundo a FENPROF e a IE, em nota enviada à Beira Digital TV, o bloqueio integra um contexto mais amplo de ataques sistemáticos à educação palestina.
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