Os autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra defendem uma solução célere e integrada para o futuro do Itinerário Principal n.º 3 (IP3), considerando-a essencial para a segurança rodoviária e para o desenvolvimento económico do território. A posição conjunta foi definida na reunião do Conselho Intermunicipal realizada no passado dia 11 de dezembro, no concelho da Pampilhosa da Serra.
Da reunião resultou uma deliberação formal, entretanto comunicada ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, onde é apresentada uma solução considerada consensual entre os municípios da região. Em causa está a requalificação profunda de uma das vias mais problemáticas do Centro do país, há muito marcada por elevados índices de sinistralidade e por limitações estruturais que condicionam a mobilidade.
A proposta dos autarcas assenta em três eixos fundamentais. O primeiro passa pela requalificação integral do atual traçado do IP3 em perfil de autoestrada, permitindo melhorar significativamente as condições de circulação e segurança. O segundo eixo prevê a construção da Variante de Penacova, igualmente em perfil de autoestrada, acompanhada por uma via estruturante destinada a servir os concelhos a sul do IP3, com término em Góis. Por fim, é defendida a construção da ligação entre o IP3 e a A13, em perfil de autoestrada, entre o nó de Ceira e o IP3.
Segundo a CIM da Região de Coimbra, esta solução permite compatibilizar a melhoria das condições de segurança rodoviária com um cronograma de execução mais rápido, evitando novos adiamentos num dossiê que se arrasta há vários anos. Os autarcas sublinham que a requalificação do IP3 é determinante para a coesão territorial, a atração de investimento e a fixação de população.
Apesar do consenso alcançado em torno do IP3, os responsáveis autárquicos fazem questão de frisar que esta intervenção não esgota as necessidades da região ao nível das infraestruturas rodoviárias. Continuam, por isso, a reivindicar a construção e requalificação de outras vias estruturantes, consideradas indispensáveis para o desenvolvimento equilibrado da Região de Coimbra.
A expectativa agora recai sobre a resposta do Governo, numa altura em que os autarcas apelam a decisões concretas e a um calendário de execução claro para uma obra considerada prioritária para o Centro do país.