Portugal vive um momento particularmente exigente no que diz respeito às infeções respiratórias graves, com a gripe A a assumir um papel central neste aumento de casos. A situação preocupa sobretudo quando se observa o impacto nos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças e idosos.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, nas últimas duas semanas registou-se um crescimento significativo da incidência de infeções respiratórias agudas graves entre crianças até aos 4 anos e também no grupo etário dos 5 aos 14 anos. Estes números reforçam os alertas já deixados pelas autoridades de saúde.
Os especialistas sublinham a importância da vacinação contra a gripe em todas as crianças a partir dos seis meses de idade. A circulação de uma nova estirpe do vírus tem estado associada a quadros clínicos mais intensos, podendo provocar sintomas graves também na população pediátrica.
Outro fator de preocupação prende-se com o papel das crianças na transmissão do vírus. Em contexto familiar e escolar, a propagação torna-se mais rápida quando não são adotadas medidas de prevenção adequadas, como a redução de contactos em situações de doença.
Com a aproximação da época festiva, marcada por encontros e convívios, os profissionais de saúde reforçam os apelos à prudência. O objetivo é reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares e prevenir complicações que poderiam ser evitadas com medidas simples de proteção e prevenção.