Arganil lançou, esta terça-feira, o projeto Valoriz’Arte para promover a inclusão através da tecelagem tradicional. A iniciativa de inclusão artística, cultural e social destinada aos 14 utentes da Unidade Funcional de Arganil da APPACDM. A sessão destacou a importância de recuperar ofícios tradicionais para reforçar a autonomia, criatividade e participação comunitária de pessoas com deficiência.
O presidente da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, referiu que “este projeto tem tudo para se poder afirmar”, valorizando a conjugação dos contributos técnicos, financeiros e humanos. O autarca destacou ainda que o projeto “tem todas as condições para ser premiado”.
A representante da Eco Sapiens, Manuela Sousa, destacou que o projeto oferece aos 14 participantes “uma oportunidade de valorização pessoal” aliada à comunicação e sensibilização para a inclusão social. Sublinhou ainda a importância da sustentabilidade, ao “dar uma segunda vida a um recurso valioso”, através da tapeçaria e tecelagem com retalhos. Sublinhou que cada participante “poderá dar um novo olhar a esta arte”, apoiado por duas monitoras e por formação especializada do CEARTE entre janeiro e maio de 2026.
Os trabalhos realizados serão expostos no Núcleo de Etnografia de Arganil, criando uma montra permanente da criatividade dos utentes e um espaço de diálogo sobre inclusão.
O secretário da direção da APPACDM, José Júlio, salientou a oportunidade de os utentes “criarem peças únicas carregadas de identidade e memória”, defendendo que o projeto permitirá “dar visibilidade ao talento das pessoas com deficiência e incapacidade”. Citou ainda José Tolentino Mendonça para ilustrar o valor da criação lenta e cuidadosa.
A técnica do Centro 2030, Maria Dulce Santos, explicou o modelo inovador de financiamento por custos unitários, afirmando tratar-se “como se fosse um cheque em branco, desde que as ações se realizem”, realçando que neste projeto o público-alvo “vai ser parte ativa”.
O presidente do CEARTE, Arnaldo Frade, reforçou a importância do trabalho em conjunto, afirmando que “sozinhos podemos chegar mais depressa, mas não chegamos tão consistentemente”, e declarou total disponibilidade para reforçar futuras colaborações, incluindo certificação artesanal.
O projeto, financiado em cerca de 35 mil euros pelo FSE+ através do programa CENTRO2030, envolve o Município de Arganil, a APPACDM e o CEARTE. Esta parceria reforça o compromisso conjunto com a inclusão social, promovendo a participação ativa e a valorização das tradições locais através da criação de tapetes e mantas de retalhos, peças ligadas à identidade e memória coletiva da região.












