A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulgou, hoje, que apoiou 9.085 crianças e jovens entre 2022 e 2024, num crescimento de 31,9% face ao início do período.
Este número traduz uma média mensal de 252 crianças e jovens vítimas, o que corresponde a 58 por semana e oito por dia. São números que evidenciam não apenas a dimensão do problema, mas também a importância crescente do trabalho desenvolvido pelas estruturas de apoio da APAV, tanto presencialmente como por telefone, e-mail e plataformas online.
O perfil das vítimas traçado pela organização mostra que 60% são do sexo feminino, enquanto 39,1% são do sexo masculino.
A maioria das crianças e jovens afetados encontra-se na faixa etária dos 11 aos 17 anos, que representa 53% do total de vítimas. As crianças entre os 6 e os 10 anos representam 26,7% dos casos, e os mais novos, dos 0 aos 5 anos, somam 20,3%.
Em termos de nacionalidade, a esmagadora maioria das vítimas é portuguesa (78,8%), seguindo-se crianças e jovens estrangeiros (11,7%).
O local de residência surge como um dado relevante: Faro é o distrito com maior número de casos reportados (25,9%), seguido por Lisboa (14%) e Braga (10,8%). No entanto, 32,9% das vítimas residem noutros distritos e em 16,4% dos casos essa informação não foi registada.
Também o perfil da pessoa agressora merece destaque. O sexo masculino está fortemente representado (61,9%), sendo que em 38,3% dos casos a pessoa agressora era pai ou mãe da vítima. A residência comum é o principal cenário da violência: 51,1% das situações ocorreram no lar partilhado com a vítima, 14,4% na residência da própria pessoa agressora e 9,8% na residência exclusiva da vítima. Cerca de um quarto dos episódios (24,7%) teve lugar noutros contextos.
Quanto à tipologia de crimes, os números recolhidos pela APAV identificam um total de 16.493 crimes e outras formas de violência praticadas contra crianças e jovens. A violência doméstica continua a ser a principal forma de agressão, representando 62,3% dos casos reportados. Seguem-se crimes de cariz sexual, com especial incidência em conteúdos de abuso sexual de menores (12,1%) e abuso sexual de crianças (10,9%).
Ainda que a maioria das situações tenha sido denunciada (62,2%), cerca de 18,6% dos casos nunca chegou a ser formalmente reportado, e em 19,2% dos processos não há registo dessa informação. Estes dados demonstram que, apesar do aumento da sensibilização e das denúncias, ainda existe um número significativo de casos que permanecem no silêncio.
Neste mês de abril, dedicado à Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, a APAV relembra a urgência de proteger os direitos das crianças e jovens, sublinhando que qualquer menor pode ser vítima de crime e violência, independentemente do contexto familiar ou social.
A organização disponibiliza apoio especializado, gratuito e confidencial, através da Linha de Apoio à Vítima – 116 006, disponível nos dias úteis das 8h00 às 23h00. Adicionalmente, a Linha Internet Segura – 800 21 90 90 e o e-mail linhainternetsegura@apav.pt prestam apoio no âmbito dos crimes digitais e conteúdos abusivos online.
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