O presidente do Chega, André Ventura, confirmou esta terça-feira a sua candidatura às eleições presidenciais de janeiro de 2026. O líder do partido justificou a decisão com a necessidade de o Chega ter “voz” na corrida a Belém, sublinhando que não podia “ignorar militantes e apoiantes” nem permitir que o partido ficasse de fora da disputa.
Ventura admitiu que tinha preferido que Pedro Passos Coelho avançasse e revelou ter ponderado apoiar Henrique Gouveia e Melo, mas considerou não ter encontrado uma alternativa “à altura das aspirações” do Chega. “Falhei nessa tarefa”, reconheceu, acrescentando que o partido não podia apresentar uma candidatura “fraca ou apenas para perder”.
O líder do Chega classificou a decisão como “um enorme risco político”, mas garantiu que não vira “a cara à luta” e que o país está “em primeiro lugar”. Para Ventura, o sistema político procurava condicionar a presença do Chega com candidaturas frágeis, mas assegurou que o partido terá um nome capaz de disputar até à segunda volta.
Ao anunciar a sua candidatura, André Ventura defendeu que o Chega deve assumir responsabilidades e não “temer o risco político”. O líder da oposição afirmou ainda que a candidatura visa dar voz às suas bandeiras políticas, como a luta contra a corrupção, a imigração descontrolada e o “amiguismo no aparelho de Estado”.