Águeda saiu à rua para celebrar Abril numa afirmação coletiva de Liberdade @CM Águeda
Águeda celebrou o 25 de Abril com uma das mais expressivas e participadas comemorações dos últimos anos, levando a liberdade para a rua e mobilizando toda a comunidade em torno dos valores que marcaram a “Revolução dos Cravos”.
Num ambiente vibrante, colorido e profundamente simbólico, o Desfile da Liberdade e da Democracia reuniu o movimento associativo do concelho, acompanhado pela Filarmónica de Óis da Ribeira, partindo do Largo António Breda (junto à Escola Secundária Marques de Castilho), percorrendo a Avenida Eugénio Ribeiro até à Praça do Município e terminando na Casa do Adro.
As ruas encheram-se de cor, energia, envolvimento social e participação cívica num verdadeiro testemunho de cidadania e celebração dos valores de Abril.
As comemorações ficaram também marcadas por momentos de elevado significado institucional e simbólico. A deposição de flores no Monumento de Homenagem aos Antigos Combatentes do Ultramar evocou a memória, o respeito e a responsabilidade histórica, enquanto o hastear das bandeiras, na Praça do Município, acompanhado pelo Hino Nacional e com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários de Águeda, reforçou este sentido evocativo.
Num gesto carregado de simbolismo, a sessão extraordinária da Assembleia Municipal decorreu na Casa do Adro, num formato aberto, quase “na rua”, refletindo a ideia de uma sociedade que se quer também aberta, acessível, participativa, transparente e que aproxima os eleitos dos cidadãos.
Na sessão, que contou com momentos culturais a cargo do Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos, do Quarteto “Cantigas de Abril” (com um coro criado especialmente para esta celebração) e da Filarmónica de Óis da Ribeira, intervieram representantes de todas as forças políticas com assento neste órgão, bem como do Presidente da Assembleia Municipal, refletindo o pluralismo democrático.
Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, deixou uma mensagem forte e mobilizadora, sublinhando que “não basta não fazer o mal, é preciso não o permitir”, alertando para o perigo da indiferença e da passividade. “Celebrar o 25 de Abril é, precisamente, recusar essa indiferença”, afirmou, defendendo que os valores de Abril exigem compromisso diário.
Num discurso profundamente marcado por uma visão humanista, destacou que “a liberdade não é abstrata nem meramente formal” e que “só é plena quando se traduz em paz, dentro de nós, entre nós e à nossa volta”. Reforçou ainda que uma sociedade verdadeiramente livre “não é apenas a que derrubou muros, mas aquela que aprendeu a não voltar a erguê-los, nem com armas, nem com palavras”.
Perante os desafios do mundo atual, deixou um alerta claro contra a banalização da guerra e da violência. “A guerra, estejamos nós de que lado for, é sempre uma estupidez. Ninguém ganha, todos perdemos, vidas, futuro, humanidade”, disse. Criticou ainda a crescente indiferença face ao sofrimento global e a valorização excessiva dos conflitos, defendendo a necessidade de “dar mais espaço ao que constrói” e combater as “guerras silenciosas” do quotidiano, como o julgamento fácil e a divisão.
Dirigindo-se diretamente à comunidade, Jorge Almeida apelou à responsabilidade individual e coletiva. “Aquilo que está ao nosso alcance é muito. Está ao nosso alcance escolher a paz todos os dias, ouvir mais, construir mais, educar melhor”, disse, reforçando que “Abril não terminou. Abril acontece sempre que escolhemos o diálogo em vez do confronto, a construção em vez da crítica vazia, a esperança em vez do cinismo”.
O Edil destacou ainda o percurso de desenvolvimento de Águeda, apontando o concelho como exemplo de ação e de concretização, com investimentos estruturantes em curso, forte dinamismo associativo e reconhecimento nacional e internacional. Para Jorge Almeida, este caminho só faz sentido “se for profundamente humano”, lembrando que “nenhuma obra se faz sem pessoas”.
Filipe de Almeida, Presidente da Assembleia Municipal, realçou o facto de esta sessão decorrer no espaço exterior da Casa do Adro, sublinhando a importância de aproximar os cidadãos das instituições e de reforçar uma democracia participativa, assente no respeito entre diferentes visões políticas.
As intervenções dos grupos parlamentares refletiram diferentes perspetivas, mas convergiram na valorização do 25 de Abril como marco fundamental da Liberdade. Houve referências à necessidade de reforçar a transparência e a exigência na vida pública, à importância de preservar a memória histórica e transmitir os valores de Abril às novas gerações, bem como ao papel do poder local no desenvolvimento das comunidades e na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equilibrada.
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