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AESL pede apoios robustos ao Conselho de Ministros para empresas e populações afetadas pelos incêndios

A AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã manifestou a sua “profunda preocupação” com os danos provocados pelos incêndios de agosto, que tiveram início no Douro e se estenderam a vastas áreas do país, atingindo de forma dramática concelhos do interior como a Serra da Lousã, Arganil, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital e Góis.

Num comunicado enviado à Beira Digital TV, a associação sublinha que os fogos tiveram consequências “graves a nível ambiental, social e económico”, exigindo “uma resposta urgente e estruturada por parte do Governo”.

A AESL recorda que as medidas extraordinárias adotadas em 2024 foram “um bom ponto de partida”, mas defende que “a dimensão e intensidade da tragédia deste ano exigem que sejam reforçadas, melhoradas e ajustadas à realidade atual”.

Entre os pontos que a associação espera ver refletidos nas decisões do Conselho de Ministros que decorre hoje em Viseu, destacam-se:

  • Apoios robustos às empresas, com linhas de tesouraria e financiamento específicas para recuperar unidades produtivas, fábricas, máquinas, matérias-primas e stocks destruídos;
  • Acionamento imediato do lay-off simplificado, permitindo que empresas em crise possam salvaguardar postos de trabalho enquanto reconstroem a sua atividade;
  • Prorrogação e flexibilização dos prazos de pagamento de impostos e contribuições, para aliviar a pressão imediata sobre famílias e negócios;
  • Apoio integral às populações e agentes locais, assegurando condições dignas de vida e a reposição da normalidade possível;
  • Programa consistente de recuperação florestal, que reponha a biodiversidade e garanta maior resiliência do território no futuro.

A associação considera ainda “essencial a criação de uma linha de apoio dedicada a um Programa de Recuperação do Tecido Empresarial”, com avisos de candidatura lançados “num futuro muito próximo” e com a participação ativa dos agentes locais na definição das medidas, para garantir que estas “respondem de forma realista e eficaz às necessidades no terreno”.

Citado em comunicado, Carlos Alves, presidente da AESL, sublinha que “a recuperação das empresas e dos agentes económicos locais é vital para que haja emprego, rendimento e coesão social nas regiões mais afetadas”. E alerta: “Sem apoios claros e imediatos, a reconstrução ficará incompleta e muitas comunidades correm o risco de perder a sua base económica.”

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