Cerca de 120 operacionais de diversas entidades da proteção civil e florestal participaram, no dia 7 de maio, em Góis, numa ação de formação promovida pela ADESA – Associação de Desenvolvimento Integrado da Serra da Estrela –, em colaboração com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra e os municípios associados. A formação teve como foco o uso de máquinas de rasto no combate e prevenção de incêndios rurais, uma ferramenta cada vez mais essencial na resposta inicial aos fogos florestais.
Carlos Tavares, Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil, sublinhou a importância da formação no atual contexto climático e territorial: “Hoje, mais do que nunca, é fundamental que as máquinas de arrasto estejam prontas a atuar logo nas primeiras fases do combate aos incêndios. Estas máquinas, com manobradores experientes, são uma mais-valia indispensável no apoio aos operacionais no terreno.”
Jorge Custódio, presidente da ADESA, recordou que a associação nasceu há 30 anos da união de seis municípios com o objetivo de responder de forma integrada aos desafios comuns da região. “Temos máquinas e, sobretudo, pessoas com conhecimento profundo do território, prontos para atuar em qualquer momento. As máquinas não andam sozinhas, são os homens que as tornam eficazes”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, reforçou o compromisso do município com a prevenção estrutural, destacando investimentos superiores a um milhão de euros em gestão de combustível e na implementação de condomínios de aldeia, com previsão de igual investimento em 2025. “Estamos perante uma missão coletiva. A Proteção Civil somos todos nós”, afirmou.
O também presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, valorizou a cooperação intermunicipal: “Esta partilha de meios e de conhecimento é a prova de que conseguimos ser mais fortes juntos. É tempo de valorizar os nossos recursos e os nossos profissionais, que tantas vezes se levantam de madrugada para operar máquinas em condições difíceis.”
A ADESA conta atualmente com cinco máquinas de rasto, além de tratores e niveladoras, e uma equipa técnica experiente que cobre os seis concelhos fundadores e responde, sempre que necessário, a pedidos de municípios vizinhos.
A ação de formação em Góis representa mais um passo no reforço da articulação entre autarquias, proteção civil e operacionais no terreno, preparando a região Centro para enfrentar, com maior eficácia e segurança, os desafios da próxima época de incêndios.
As atividades iniciaram às 9h00 na Casa da Cultura de Góis. Das 14h00 às 17h30, os participantes deslocaram-se ao Crossódromo Municipal da Carvalhinha, onde decorreram as manobras práticas com tratores de rasto.
O programa técnico da ação incluiu temas como as características dos tratores de rasto, a constituição das equipas operacionais, procedimentos de verificação e rendimento das máquinas, métodos e táticas de combate, medidas de segurança e o uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) no apoio à decisão.
O objetivo principal foi capacitar as equipas técnicas e operacionais para uma atuação mais eficiente e segura durante a época de incêndios.
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