A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2024, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de “um aumento de 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior”.
O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram 2,1% e 1,9%, respetivamente (no trimestre anterior, os dois indicadores registaram um crescimento idêntico de 1,8%).
O aumento do saldo externo da economia refletiu sobretudo a melhoria do saldo das Famílias em 0,8 p.p. do PIB.
O RDB das Famílias aumentou 3,1% face ao trimestre anterior, verificando-se crescimentos de 2,2% e 1,7% das remunerações recebidas e do Valor Acrescentado Bruto (VAB), respetivamente.
A despesa de consumo final cresceu 1,9% (1,5% no trimestre precedente), determinando o aumento da taxa de poupança para 12,2% (11,1% no trimestre anterior), o que conduziu a uma capacidade de financiamento de 4,7% do PIB (3,9% no 3º trimestre).
Em termos reais, o RDB ajustado per capita das Famílias aumentou 2,0% no 4º trimestre de 2024 (crescimento de 1,3% no 3º trimestre).
O saldo das Sociedades Não Financeiras agravou-se em 0,5 p.p. no 4º trimestre de 2024, fixando-se em -4,4% do PIB.
O VAB e as remunerações pagas aumentaram 2,0% e 2,3%, respetivamente, enquanto a Formação Bruta de Capital cresceu 0,7%. Por sua vez, o saldo das Sociedades Financeiras fixou-se em 1,9% do PIB (menos 0,1 p.p. que no trimestre anterior).
O saldo positivo do setor das Administrações Públicas (AP), em percentagem do PIB, fixou-se em 0,7% no ano terminado no 4º trimestre de 2024, igual ao observado no trimestre anterior (1,2% em 2023).
Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 4º trimestre de 2024 atingiu -3 235 milhões de euros, correspondendo a -4,3% do PIB, o que compara com -4,6% no período homólogo.
Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 3,3% da receita e de 3,1% da despesa.