PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Penela viaja este fim de semana à Idade Média e celebra reinado de D. Dinis

Feira Medieval de Penela @BDTV

O Castelo de Penela volta a transformar-se num cenário medieval este fim de semana, com a realização da XXX edição da Feira Medieval de Penela, dedicada este ano ao reinado de D. Dinis.

O evento, de entrada gratuita, decorre nos dias 16 e 17 de maio e contará com mais de 600 participantes entre figurantes, artistas e animadores, além de mais de 50 expositores, dos quais 20 são locais, numa edição que volta a apostar fortemente na recriação histórica, no envolvimento da comunidade e na valorização do património local.

SIGA-NOS NO WHATSAPP

Receba notícias em primeira mão no nosso canal

Seguir no WhatsApp

Durante a apresentação oficial do certame, o presidente da Câmara Municipal de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, destacou que esta é “uma das feiras medievais mais antigas do país” e sublinhou o forte envolvimento da população na organização.

“É sempre um evento extremamente participado e com muita adesão da nossa comunidade local”, afirmou o autarca, revelando que o município investe cerca de 20 mil euros em animação, logística e divulgação.

Segundo Eduardo Nogueira dos Santos, o evento só consegue manter esta dimensão graças ao trabalho voluntário de dezenas de pessoas e entidades do concelho.

“Conseguimos fazer um evento de grande notoriedade, mas com custos relativamente reduzidos, precisamente porque há este envolvimento de toda a comunidade”, frisou.

O tema deste ano será centrado no período entre 1350 e 1450, associado ao reinado de D. Dinis, figura histórica ligada ao território de Penela.

“A feira decorre no período entre 1350 e 1450, no reinado de D. Dinis, que viveu, morreu e passou por cá”, explicou Joaquim Horta, da Associação de Pais.

A Feira Medieval é organizada pela Câmara Municipal, em parceria com o Agrupamento de Escolas Infante D. Pedro e a Associação de Pais, envolvendo centenas de alunos, pais, professores, funcionários e voluntários.

Joaquim Horta revelou que a organização possui atualmente cerca de 700 fatos medievais, entre trajes nobres, fatos de povo, saltimbancos e figurinos utilizados em teatro, dança e animação.

“Se os temos, eles são utilizados. Temos um número elevado de participantes, voluntários, alunos e pais que ajudam em todo o trabalho que depois se projeta nos dois dias da feira”, afirmou.

O responsável destacou ainda o trabalho de decoração e embelezamento da vila, realizado ao longo de vários meses com bandeirolas, pendões medievais e brasões colocados nas habitações da população.

“Propõe-se valorizar não só o nosso castelo, mas acima de tudo lembrar a nossa história local”, sublinhou.

Também a diretora do agrupamento escolar, Fernanda Dias, recordou que a iniciativa nasceu como um projeto educativo destinado a levar a História para fora da sala de aula. “Os professores tiveram a ideia de trazer a História para fora dos livros, utilizando este castelo maravilhoso para os alunos vivenciarem a Idade Média”, explicou.

Segundo Fernanda Dias, a participação dos alunos em danças, teatro, música e recriações históricas permite desenvolver competências importantes ao nível da comunicação, trabalho em equipa e interação com o público.

“É muito gratificante para os alunos poderem aprender ‘in loco’ como eram as artes e os ofícios na Idade Média”, afirmou.

As receitas obtidas revertem para apoiar atividades e necessidades da escola. No ano passado, a associação conseguiu angariar cerca de dois mil euros líquidos.

A organização estima receber entre sete a dez mil visitantes ao longo dos dois dias, números que poderão ser ultrapassados caso as condições meteorológicas sejam favoráveis.

O programa arranca no sábado de manhã com folguedos e animação medieval, seguindo-se o auto de abertura da feira. Um dos momentos mais aguardados será o “cortejo real e bênção da feira”, marcado para o final da tarde.

Ao longo dos dois dias haverá danças medievais, torneios, música, teatro, jogos tradicionais, recriações históricas e espetáculos de fogo, incluindo o “Somnium Ignis” e o “Somnium Improvis”.

No domingo realiza-se ainda o desfile “Despojos da Caçada”, uma recriação histórica ligada às antigas caçadas medievais.

A feira mantém também uma forte aposta ambiental. Segundo Joaquim Horta, o evento assume-se como um “eco-evento”, evitando plástico e vidro. “Utilizamos apenas louça de barro, talheres de madeira e materiais naturais”, explicou.

Durante a conferência de imprensa, Eduardo Nogueira dos Santos reconheceu preocupação com os constrangimentos rodoviários provocados pelas obras e condicionamentos no IC3, admitindo dificuldades para o comércio local.

“No entanto, estou convicto de que quem quiser vir à feira vai arranjar forma de o fazer”, afirmou.

A Feira Medieval coincide ainda com os últimos dias da Semana Gastronómica da Caça, que decorre em restaurantes do concelho, e com a partida da terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro, que ligará Penela a São Pedro do Sul.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Artigos relacionados