A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), levou a debate o tema da leitura acessível e sem barreiras ao Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, um dos maiores e mais antigos encontros de literatura de língua portuguesa do mundo, realizado entre os dias 25 de abril e 3 de maio, no Brasil.
A instituição esteve representada por Célia Sousa, coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do IPLeiria, Cristóvão Margarido, subdiretor da ESECS e coordenador do polo de Leiria do CICS.NOVA, e Rui Santos, docente da ESECS e investigador do CICS.NOVA.
A grande novidade da 21ª edição do festival foi o ‘Flipoços Inclusão’, um dia dedicado à promoção da educação inclusiva. Subordinado ao tema ‘Leitura Sem Barreiras: Vozes, Memórias e Imaginação’, e com curadoria de Célia Sousa, o simpósio incluiu palestras, mesas de debate e partilha de testemunhos e experiências, que apontaram caminhos para uma educação mais acessível, equitativa e acolhedora.
Dirigido a educadores, gestores, estudantes, investigadores e comunidade em geral, o ‘Flipoços Inclusão’ promoveu a reflexão em torno da acessibilidade, diversidade, memória e representatividade no contexto escolar, promovendo a educação inclusiva através da literatura e da valorização das diferentes formas de aprender e de se expressar.
Além de ter curadoria da coordenadora do CRID do IPLeiria, o simpósio contou com a participação de Cristóvão Margarido e Rui Santos na mesa ‘Literacia digital no quotidiano – o Bê-á-Bá Digital: caminhos para a inclusão digital da população idosa’, onde apresentaram um livro que propõe metodologias acessíveis e práticas de acolhimento para a promoção da autonomia, segurança e participação social da população idosa no ambiente digital.
“Este simpósio fez-nos refletir sobre a necessidade de uma educação e cultura mais inclusivas. A leitura é, sem dúvida, um direito fundamental e deve estar ao alcance de todos, independentemente da condição de cada um. E são ações como estas que podem fazer a diferença no futuro. A nossa presença num festival desta dimensão é de extrema importância, não só para o mundo lusófono, mas também para a afirmação do trabalho desenvolvido pelo CRID”, menciona Célia Sousa.
Para além da organização do ‘Flipoços Inclusão’, o CRID desenvolveu, pelo terceiro ano consecutivo, materiais gráficos inclusivos para o festival, nomeadamente um flyer impresso em braille, com texto aumentado, pictogramas e um código QR que direcionava os participantes para o website acessível, onde estão disponíveis versões áudio e vídeo em Libras (Língua Gestual Brasileira), também produzidas pelo centro do Politécnico de Leiria.
“A parceria com o CRID tem sido essencial para conseguirmos tornar o Flipoços mais acessível. A criação de material inclusivo em cada edição do festival, embora possa parecer um detalhe, é fundamental para garantir a inclusão de todas as pessoas, independentemente das suas capacidades. Esta preocupação constitui um elemento diferenciador do festival, que tem sido reconhecido internacionalmente”, refere Gisele Ferreira, curadora do Flipoços.
Ao longo dos vários dias do festival, a coordenadora do CRID participou ainda em diversos debates centrados na temática da acessibilidade e da língua portuguesa, incluindo a mesa de encerramento ‘Homenagem ao Dia Internacional da Língua Portuguesa’, no dia 3 de maio.