O Museu de Eletricidade da EDP, icónico imóvel de chaminé cor tijolo sito no Campo de Viriato, em Viseu, vai ser “resgatado” pelo Município, através de um contrato de comodato com a E-REDES. A proposta foi hoje aprovada, em reunião de Câmara.
“A Câmara Municipal vai usar aquele espaço, potenciá-lo e dignificá-lo, quer pela sua história, como pela sua localização. O objetivo é colocá-lo à disposição dos cidadãos, em matérias culturais e de lazer”, destacou o Presidente, João Azevedo. “Com este acordo, recuperamos um ativo que estava parado, de enorme valor patrimonial para Viseu e para a identidade e memória coletiva dos viseenses”.
O contrato de comodato, válido por dez anos, traduz-se na cedência do imóvel, a título gratuito, à autarquia, que irá concretizar um conjunto de intervenções necessárias ao seu bom aproveitamento e funcionamento, nomeadamente a reparação/substituição do telhado. Contando com a área exterior, o Museu contempla uma área total de 765 metros quadrados (80 correspondentes ao interior).
A Central Elétrica da Ribeira, assim apelidada à época, funcionava a carvão, utilizando o vapor para a produção da eletricidade. O edifício, que entrou em funcionamento nos inícios do século XX, assumiu-se como essencial ao desenvolvimento urbano do concelho e à qualidade de vida da comunidade. Para trás ficaram o carbureto e o petróleo, que, até então, eram as substâncias usadas nas formas mais primárias de iluminação.