A taxa de inflação em Portugal terá acelerado para 3,4% em abril de 2026, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, segundo a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A subida é explicada sobretudo pelo aumento dos preços dos combustíveis, que continuam a pressionar o índice geral.
A inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, também registou uma ligeira subida para 2,2%. Já os produtos energéticos dispararam para uma variação de 11,7%, enquanto os preços dos alimentos não transformados cresceram 7,5%.
Em termos mensais, o Índice de Preços no Consumidor aumentou 1,4% face a março, enquanto a variação média dos últimos 12 meses se fixou em 2,4%. O índice harmonizado português terá registado uma taxa homóloga de 3,3%, acima dos 2,7% do mês anterior.
No mesmo dia, o Banco Central Europeu deverá manter as taxas de juro inalteradas, aguardando maior clareza sobre o impacto do conflito no Médio Oriente nos preços da energia. A presidente Christine Lagarde sublinhou a incerteza do cenário, enquanto os mercados admitem um eventual aumento das taxas apenas a partir do verão.