A economia portuguesa cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em termos homólogos, acima dos 1,9% registados no trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O crescimento foi impulsionado sobretudo pela procura interna, com destaque para a aceleração do investimento.
Ainda assim, o contributo da procura externa líquida agravou-se, refletindo um aumento mais acentuado das importações de bens e serviços face às exportações. Este desequilíbrio acabou por limitar um crescimento mais robusto da atividade económica.
Em cadeia, ou seja, comparando com o quarto trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto não registou qualquer variação, após ter crescido 0,9% no período anterior. O INE explica que o contributo negativo da procura externa, associado à recuperação das importações, foi compensado apenas parcialmente pelo investimento, enquanto o consumo privado abrandou.
Apesar do arranque moderado do ano, o Governo mantém a previsão de crescimento de 2,3% para 2026, enquanto o Conselho das Finanças Públicas aponta para um cenário mais conservador, estimando uma subida de 1,6%. Em 2025, a economia portuguesa cresceu 2,9%, ligeiramente abaixo do registado no ano anterior.