Recentemente qualificado para a final da CAF Champions League ao serviço do FAR Rabat, Alexandre Santos atravessa um dos momentos mais marcantes da sua carreira.
O treinador português iniciou o seu percurso como adjunto, acompanhando vários técnicos em clubes como o Estoril Praia, Estrela da Amadora, Vitória FC, FC Porto e SC Braga, além de experiências internacionais na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto e França. Mais tarde, teve no Real SC a primeira oportunidade como treinador principal, seguindo-se passagens pelo FC Alverca e, posteriormente, pelo estrangeiro, onde orientou o Petro de Luanda, em Angola, e o CS Sfaxien, na Tunísia.
Aos 49 anos, recorda, no “Sem Filtros”, podcast/videocast da Liga Portugal, quem lhe incutiu o ‘bichinho’ do futebol: “O meu pai teve uma influência total no rumo que tomei para a minha vida no desporto. Já o José Peseiro foi quem me mostrou que o futebol era um caminho muito sedutor e exigente, mas de uma paixão imensa”, afirma.
O treinador luso contou ainda histórias caricatas vividas no Egipto, que apelida de “dignas de Prison Break”. “No Egipto houve uma tragédia e, por isso, o Governo não permitiu adeptos nos estádios até dezembro. No entanto, quando chegou dezembro, decretaram mais um jogo à porta fechada. Quando estávamos prestes a sair do hotel para o estádio, os nossos próprios adeptos entraram no autocarro e fizeram cinco dos nossos jogadores reféns, afirmando que, se eles não podiam ir ao jogo, a equipa não jogaria. Tivemos de sair pela porta lateral do hotel e, em grupos de quatro, apanhar táxis que estivessem a passar para ir para o estádio. Sabíamos que não nos iam fazer mal a ninguém, mas isto era algo impensável para nós. Finalmente, conseguimos reunir toda a equipa no estádio e o jogo começou com duas horas de atraso”, conta.
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