O Tribunal de Coimbra condenou a 13 anos de prisão um homem de 53 anos, natural de Figueiró dos Vinhos, pela prática de 28 crimes de burla qualificada. O arguido, atualmente em prisão preventiva, já tinha sido condenado em 1998 por crimes semelhantes.
Segundo o tribunal, o homem confessou integralmente os factos, mas revelou um percurso de vida marcado pela repetição deste tipo de crimes. A juíza considerou ainda que o alegado vício do jogo, invocado pelo arguido, não justifica a sua conduta.
De acordo com o Ministério Público, entre maio de 2024 e abril de 2025, o arguido abordou vítimas com propostas de serviços de limpeza e reparação de telhados, solicitando adiantamentos e quantias adicionais sob vários pretextos, sem nunca realizar os trabalhos prometidos.
O esquema fez 28 vítimas em várias localidades, incluindo Coimbra, Montemor-o-Velho, Condeixa-a-Nova e Figueira da Foz, gerando prejuízos superiores a 113 mil euros, usados sobretudo para sustentar o jogo no Casino da Figueira.