Uma década após a morte de Prince, a 21 de abril de 2016, o legado do músico norte-americano continua a afirmar-se como um dos mais influentes e singulares da história da música popular. Tinha 57 anos e deixou uma obra vasta, com dezenas de álbuns, centenas de composições e um acervo inédito guardado no mítico cofre de Paisley Park.
Nascido em Minneapolis em 1958, revelou desde cedo um talento invulgar, dominando vários instrumentos ainda na adolescência. Aos 19 anos, assinou com a Warner Bros. com controlo total sobre a sua música, algo raro para um estreante. Os primeiros sucessos, como “I Wanna Be Your Lover”, mostraram uma fusão inovadora de funk, pop e disco.
Nos anos 1980, redefiniu a música negra americana com álbuns como “1999” e “Purple Rain”, este último acompanhado por um filme que o transformou numa superestrela global. Temas como “When Doves Cry” e “Purple Rain” evidenciaram a sua capacidade de arriscar e criar canções emocionalmente intensas e estruturalmente inovadoras.
Ao longo da carreira, recusou fórmulas fáceis, explorando novos territórios sonoros em discos como “Around the World in a Day” e “Sign o’ the Times”. Alternando entre o minimalismo de “Kiss” e a crítica social de “Sign o’ the Times”, afirmou-se como um artista versátil e intelectualmente inquieto.
Nos anos 1990, entrou em conflito com a indústria discográfica, protagonizando uma disputa com a editora e adotando um símbolo como nome artístico. Apesar disso, manteve o sucesso com temas como “Cream” e “The Most Beautiful Girl in the World”, reforçando a sua identidade artística independente.
Dez anos após a sua morte, a influência de Prince permanece visível em várias gerações de artistas. Virtuoso, provocador e inovador, continua a ser uma referência sem herdeiros claros, com uma obra que desafia fronteiras e mantém um impacto duradouro na música contemporânea.