O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou uma greve nacional para 12 de maio, abrangendo os setores público, privado e social, com o objetivo de exigir ao Governo medidas que dignifiquem a profissão. Segundo o presidente do sindicato, José Carlos Martins, todos os enfermeiros estarão abrangidos pelo pré-aviso, independentemente do local onde exerçam funções.
A paralisação coincide com o Dia Internacional do Enfermeiro e será acompanhada por uma manifestação em Lisboa, com início no Campo Pequeno e término junto ao Ministério da Saúde. O protesto pretende chamar a atenção para problemas antigos, como a progressão na carreira e a falta de pagamento de retroativos entre 2018 e 2021.
Entre as principais reivindicações estão a contratação de mais profissionais para os vários setores, o fim dos vínculos precários e a rejeição da imposição de banco de horas sem compensação adequada. O SEP defende ainda avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, apelando ao Ministério da Saúde para rever propostas consideradas desfavoráveis.
O sindicato espera uma forte adesão à greve, à semelhança da paralisação de 20 de março, que registou cerca de 71%. Na altura, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, lamentou a greve, sublinhando que o Governo está a trabalhar para responder às reivindicações da classe.