PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Reportagem Vídeo | Festa do Queijo de Oliveira do Hospital valoriza produtores, pastoreio e reflorestação

A Festa do Queijo da Serra da Estrela já começou em Oliveira do Hospital e voltou a reunir produtores, instituições e visitantes em torno de um dos produtos mais emblemáticos do território. O certame conta com cerca de uma centena de expositores e apresenta produtos como queijo Serra da Estrela com denominação de origem protegida, vinhos do Dão, azeite, enchidos, mel, pão tradicional e doçaria regional.

Em declarações à Beira Digital TV, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, destacou que a iniciativa vai além da promoção do queijo, assumindo-se como um espaço de valorização dos produtos locais e do trabalho dos produtores.

SIGA-NOS NO WHATSAPP

Receba notícias em primeira mão no nosso canal

Seguir no WhatsApp

Segundo o autarca, o objetivo tem sido afirmar o evento como “a maior festa do queijo Serra da Estrela de Portugal”, resultado de uma parceria alargada com entidades como o Turismo Centro de Portugal, a Rede das Aldeias de Montanha, a Rede das Aldeias de Xisto e associações do setor. O município conta atualmente com cinco produtores de queijo Serra da Estrela com denominação de origem protegida em atividade, algo que considera distintivo.

José Francisco Rolo sublinhou ainda a importância de apoiar quem está na base da produção, nomeadamente os criadores de ovinos. Nesse sentido, a autarquia aprovou recentemente um protocolo com a Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela para garantir apoio sanitário aos rebanhos, incluindo análises veterinárias e vacinação.

O presidente da Câmara recordou também o impacto dos incêndios no concelho, referindo que em 2017 cerca de 96% da área florestal de Oliveira do Hospital foi atingida, tendo ocorrido novos fogos em 2025. Para ajudar na recuperação da paisagem, foi assinado um Protocolo de Cooperação entre o Município de Oliveira do Hospital e a Fundação Benfica que prevê a plantação de 50 mil árvores autóctones ao longo de cinco anos. “Há uma oportunidade para regenerar a paisagem e transformá-la positivamente”, afirmou à Beira Digital TV.

O autarca destacou ainda que a atividade agropecuária desempenha um papel fundamental na proteção do território. “Cada pasto, cada rebanho, cada ovelha é uma barreira à propagação dos incêndios”, referiu, defendendo que é necessário reforçar os apoios ao setor e atrair mais pessoas para estas atividades.

Também presente na inauguração esteve o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, que salientou a importância do queijo Serra da Estrela enquanto marca nacional e destacou o dinamismo do mundo rural representado no certame.

O governante sublinhou que iniciativas como esta demonstram o envolvimento de pastores, queijeiras e empresários na valorização da identidade gastronómica e económica do território. Rui Ladeira referiu ainda que o Governo tem em curso uma estratégia para reforçar o pastoreio extensivo como instrumento de gestão da paisagem e prevenção de incêndios.

Nesse âmbito, destacou a existência de um plano nacional que prevê cerca de 30 milhões de euros por ano para apoiar a atividade, incentivando tanto quem já trabalha no setor como novos projetos. O objetivo passa por promover a gestão da vegetação e reduzir a carga combustível através do pastoreio, especialmente em zonas de risco de incêndio.

O secretário de Estado referiu ainda vários projetos em curso na região relacionados com a gestão da paisagem, limpeza de áreas florestais e reforço de equipamentos, sublinhando que estas medidas procuram aumentar a resiliência do território aos incêndios.

Já o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ribau Esteves, escolheu a Festa do Queijo de Oliveira do Hospital como primeiro ato público formal após ter tomado posse no cargo.

O responsável explicou que quis iniciar funções num evento que valoriza o trabalho de quem vive e produz no território. “Vivemos um tempo em que a má notícia tem a prevalência”, afirmou, defendendo que é necessário dar visibilidade a exemplos positivos e a iniciativas que dinamizam o interior do país.

Ribau Esteves destacou ainda o papel da atividade económica na coesão social e territorial, considerando que municípios como Oliveira do Hospital demonstram a importância de valorizar os setores produtivos locais.

O presidente da CCDRC referiu também a relevância da floresta para o desenvolvimento da região e sublinhou a necessidade de continuar a trabalhar na sua proteção e gestão. Referindo-se ao protocolo de reflorestação assinado no âmbito do evento, considerou que se trata de “um pequenino passo, mas muito importante”, lembrando que a recuperação do território resulta do contributo conjunto de cidadãos, empresas e instituições.

Por fim, abordou a questão da falta de pastores, defendendo que a profissão precisa de maior valorização social e melhores condições. “Temos de qualificar socialmente o trabalho do pastor e pagar-lhe melhor”, considerando que esse será um caminho essencial para garantir o futuro de uma atividade fundamental para a produção do queijo Serra da Estrela e para a gestão do território.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Artigos relacionados