A FADU Portugal apresentou, em Aveiro, o novo Programa de Fomento do Desporto Universitário (+DU), um plano estratégico que pretende aumentar a prática desportiva no ensino superior em pelo menos 15% ao ano. A apresentação decorreu no Museu da FADU, um dia após a federação assinalar o seu 36.º aniversário.
O +DU surge como instrumento estruturado de apoio a projetos promovidos por associações académicas, clubes universitários e Instituições de Ensino Superior, com a meta de envolver 40 mil estudantes já no ano letivo 2025/26. O crescimento poderá atingir os 25% anuais, mediante avaliação do impacto do programa.
O investimento anual varia entre 10 mil e 30 mil euros, combinando uma verba fixa com uma componente variável dependente de receitas e parcerias. Projetos anuais ou plurianuais podem ser financiados até 80% do orçamento, estando também previstas iniciativas pontuais com apoios até dois mil euros.
O programa organiza-se em quatro eixos estratégicos: promoção da saúde e bem-estar físico e mental; formação, ética e carreiras duais; inovação, conhecimento e sustentabilidade; e coesão territorial. Entre as medidas previstas estão o reforço do desporto adaptado, o apoio a estudantes-atletas, a criação de ferramentas digitais e a promoção da mobilidade de clubes das regiões autónomas e do interior.
Podem candidatar-se associados da FADU, clubes filiados e instituições certificadas ou em processo de certificação como “Healthy Campus”. As candidaturas decorrem até 30 de abril ou até 60 dias antes do início das iniciativas, sendo avaliadas com base numa grelha de 120 pontos, que valoriza impacto, inclusão, igualdade e sustentabilidade.
O financiamento será atribuído em duas fases, com 50% após assinatura do contrato e os restantes 50% após validação do relatório final. A sessão contou com a presença do presidente da FADU, Diogo Salgado Braz, do diretor de Desenvolvimento, Manuel Veloso, e de representantes do IPDJ e do Ensino Superior.
Na apresentação, Diogo Braz sublinhou que o desporto universitário é hoje um ativo estratégico das instituições, enquanto Joaquim Mourato destacou a importância de alargar a prática desportiva a mais estudantes. Ricardo Gonçalves considerou que o programa contribuirá para inverter os baixos índices de atividade física no país, e Alexandra Queirós e Luís Guedes salientaram o impacto da iniciativa na inclusão, na qualidade organizativa e no apoio aos clubes.