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Força Aérea já recolheu 130 toneladas de bens para vítimas do mau tempo

A Força Aérea Portuguesa já recolheu cerca de 130 toneladas de bens essenciais e material de construção destinados às populações afetadas pelas sucessivas depressões que têm assolado o território nacional. A operação, que envolve meios aéreos e terrestres, mobiliza militares e trabalhadores civis numa resposta articulada às necessidades identificadas no terreno.

Ontem, um avião KC-390 descolou da Base Aérea N.º 4, na Terceira (Açores), transportando 6,3 toneladas de bens essenciais. Em simultâneo, a partir do Depósito-Geral de Material da Força Aérea, em Alverca, seguiram por via terrestre perto de cinco toneladas adicionais, assegurando a continuidade da distribuição.

Os bens foram entregues nas juntas de freguesia de Amor, Maceira, Marinha Grande, Monte Real, Carvide e Vieira de Leiria, apoiando diretamente as comunidades mais afetadas.

Já hoje, um outro KC-390 partiu da Madeira com cerca de 16,1 toneladas de bens recolhidos pelo Aeródromo de Manobra N.º 3 e pela Estação de Radar N.º 4, numa campanha que contou com forte adesão das comunidades locais.

Operação logística nacional

A campanha solidária, promovida por toda a “família Força Aérea”, envolveu diversas unidades e órgãos, entre os quais o Aeródromo de Manobra N.º 3 (Porto Santo), as Bases Aéreas N.º 4 (Terceira), N.º 6 (Montijo), N.º 8 (Ovar) e N.º 11 (Beja), as Estações de Radar N.º 2 (Paços de Ferreira) e N.º 4 (Madeira), o Comando Aéreo (Monsanto), o Estado-Maior da Força Aérea e a Unidade de Apoio de Lisboa (Alfragide).

Os donativos incluem bens alimentares, produtos de higiene pessoal e, sobretudo, materiais de construção destinados à reparação e reconstrução de telhados e coberturas danificados pelas intempéries.

O Depósito-Geral de Material, em Alverca, desempenha um papel central na operação logística, assegurando a receção, registo, pesagem, triagem e preparação para expedição dos bens, de acordo com as prioridades definidas no terreno.

Força Aérea no ar e no terreno

Paralelamente ao esforço de recolha e distribuição de bens, a Força Aérea mantém-se empenhada em várias frentes operacionais.

Na Arruda dos Vinhos, um Destacamento de Engenharia iniciou trabalhos de recuperação de um troço rodoviário na localidade de Cardosa, com o objetivo de restabelecer as condições de circulação das populações isoladas. Em Alcobaça, uma equipa de militares apoia a remoção de destroços.

A presença mantém-se também em Alcácer do Sal, Tancos e em diversas freguesias do distrito de Leiria.

Até ao momento, foram realizados 16 voos de transporte e reconhecimento aéreo, totalizando 38 horas de voo. As missões permitiram não só o apoio direto à população, como também a recolha de imagens aéreas fundamentais para a tomada de decisão pelas entidades competentes, complementadas com informação proveniente de 53 satélites.

No plano do apoio direto às populações, foram já disponibilizadas 1.406 refeições e assegurados 517 banhos quentes através da Base Aérea N.º 5.

A Força Aérea esteve até agora empenhada em mais de 20 localidades, abrangendo quatro distritos — Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal — reafirmando o compromisso de colocar as suas capacidades humanas e logísticas ao serviço do País, sobretudo em momentos de maior vulnerabilidade.

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