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Risco de cheias e inundações aumenta na próxima semana na Região de Coimbra. Saiba quais são as zonas mais afetadas

As autoridades de Proteção Civil alertaram, este sábado, para o agravamento do risco de cheias na bacia do rio Mondego nos próximos dias, devido à previsão de precipitação intensa a partir de domingo, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em conferência de imprensa realizada na região de Coimbra, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Tavares explicou que “a partir de domingo até ao final da próxima semana teremos precipitação bastante intensa”, o que poderá provocar um aumento significativo dos caudais do Mondego e dos seus afluentes, exercendo maior pressão sobre margens e diques.

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Segundo o responsável, as descargas na Barragem da Aguieira estão a ser feitas de forma preventiva para criar capacidade de encaixe e amortecer os próximos picos de chuva. “Neste momento estão a passar cerca de 1.600 metros cúbicos por segundo no Açude-Ponte, para tentarmos ganhar aqui uma almofada para receber as próximas águas”, afirmou.

Carlos Tavares alertou para as zonas mais vulneráveis, tanto na margem esquerda como na margem direita do Mondego, nos concelhos de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, bem como na Figueira da Foz. Em Coimbra, referiu áreas como o Cabouco, Docas, Parque Verde, Mosteiro de Santa Clara, Ribeira de Frades, Casais e Vila Pouca do Campo. Em Soure, apontou localidades como Granja do Umeiro, Marachão, Casal de São Pedro e Figueiró do Campo. Em Montemor-o-Velho, destacou zonas como Marujal, Caixeira, Vila Nova da Barca, Verride, Carapinheira, Meães do Campo e Tentúgal, referindo ainda possível impacto em zona de Lares, no concelho da Figueira da Foz.

“O importante aqui é garantir que nenhuma pessoa se vai ferir ou que vamos perder qualquer vida. Este é o principal objetivo”, sublinhou, apelando à população para não circular em zonas inundáveis nem se aproximar do rio para tirar fotografias. “Um carro pode ser arrastado e não queremos consequências graves”, avisou.

A presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Coimbra, Helena Teodósio, afirmou que a região se encontra em “estado de vigilância absoluta”, tendo em conta a saturação dos solos e a previsão de agravamento do estado do tempo. “O risco de cheias e inundações irá aumentar significativamente durante a próxima semana”, disse.

Helena Teodósio garantiu que existe coordenação permanente entre a Comissão Distrital, a Agência Portuguesa do Ambiente e os municípios afetados, assegurando que todos os meios necessários estão mobilizados. “Às populações do Baixo Mondego deixo um apelo direto à serenidade, mas sobretudo à prevenção e preparação”, afirmou, pedindo atenção aos avisos oficiais e o cumprimento das orientações das autoridades.

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, reforçou que as cheias atualmente registadas são “cheias controladas” e resultam da gestão dos caudais para criar capacidade de resposta aos dois picos de precipitação previstos para os próximos dias. “É normal que o caudal aumente bastante para ganharmos poder de encaixe”, explicou.

A autarca apelou à proteção de pessoas, animais e bens, defendendo comportamentos responsáveis por parte da população. “É preferível sair de casa e deixar danificar um bem do que perder a vida”, afirmou, pedindo ainda respeito pelo trabalho das autoridades no terreno.

Durante a conferência foi também anunciado o reforço de meios, incluindo a mobilização de 24 fuzileiros da Marinha Portuguesa com seis embarcações, distribuídas por Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, bem como a disponibilidade de embarcações adicionais das regiões de Aveiro e Viseu.

As autoridades garantem que a situação está a ser acompanhada hora a hora e apelam à população para se manter informada através dos canais oficiais, reforçando que a prevenção e a tranquilidade são essenciais para minimizar riscos e proteger vidas.

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