A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulgou as Estatísticas APAV – Violência em Contexto Escolar, no âmbito do Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas, alertando para uma realidade que continua a afetar estudantes, docentes, profissionais não docentes e outros membros da comunidade educativa.
Segundo nota enviada à Beira Digital TV, entre 2020 e 2025, a APAV apoiou 1.249 vítimas de violência em contexto escolar, registando-se um aumento de 58,9% ao longo deste período. A maioria das vítimas era do sexo feminino (64,8%) e a faixa etária mais representativa situava-se entre os 11 e os 14 anos, à data do primeiro contacto com a associação.
Relativamente à nacionalidade, verifica-se que 81,2 % das vítimas apoiadas eram de nacionalidade portuguesa. A nível territorial, os distritos com maior número de casos registados foram em Lisboa (289 vítimas), Porto (170 vítimas) e em Faro (130 vítimas), demonstrando uma expressão significativa do fenómeno em várias regiões do país.
No que diz respeito às pessoas agressoras, foram identificados 1.349 agressores, maioritariamente do sexo masculino (55,6%). A relação entre vítima e agressor evidencia uma forte incidência da violência entre pares, destacando-se os colegas de escola ou de trabalho, que representam 39,4% dos casos.
Quanto à formalização de queixas ou denúncias, os dados revelam que 50,1% das vítimas apresentaram queixa junto das entidades judiciais e/ou judiciárias, enquanto 40,4% optaram por não o fazer.
A APAV recorda que disponibiliza apoio jurídico, psicológico e social, de forma gratuita e confidencial, através da Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (gratuita, nos dias úteis, das 8h às 23h) – e da sua rede nacional de serviços de proximidade.