Portugal continental começa a ser afetado, a partir da noite de segunda-feira, por uma nova depressão atmosférica que irá provocar períodos de chuva e vento forte, com impacto inicial na região do Minho e posterior extensão ao resto do território. As autoridades alertam para a possibilidade de inundações, sobretudo junto a rios e zonas ribeirinhas.
Em Águeda, o rio galgou os muros de proteção e alagou alguns caminhos secundários em áreas não habitadas. A situação não atingiu o centro urbano, nem existe risco de que tal venha a acontecer, mas serve de exemplo para os cenários que poderão repetir-se nos próximos dias, segundo indicam as entidades responsáveis.
A depressão, denominada Joseph, já passou pelos Açores e deverá entrar em Portugal continental durante a noite de segunda-feira. Está associada a uma descida das temperaturas e à ocorrência de vento, chuva e neve, fatores que contribuem para o aumento do risco de cheias.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o período mais crítico está previsto para a noite de terça-feira para quarta-feira, altura em que grande parte do território continental deverá registar chuva intensa e vento forte. Nas terras altas, as rajadas poderão ultrapassar os 120 quilómetros por hora.
O IPMA refere ainda que os maiores valores de precipitação acumulada deverão verificar-se nas zonas montanhosas do Norte e Centro, podendo, até ao dia 28, ultrapassar os 200 milímetros em alguns locais.
Para quarta-feira, está igualmente previsto um aviso vermelho devido à agitação marítima.
O risco de inundações estende-se também a regiões mais a sul do país. Um dos exemplos ocorreu na estrada de acesso a Reguengo de Alviela, nas lezírias do Tejo, no concelho de Santarém, onde a subida do nível do rio foi suficiente para submergir a via, localizada numa zona baixa, próxima de terrenos agrícolas.
Segundo o IPMA, a sucessão de depressões provenientes do Atlântico deverá manter a ocorrência de precipitação em Portugal pelo menos até à próxima semana.