O incêndio de 14 de agosto deixou marcas profundas na aldeia do Candal, no concelho da Lousã, destruindo praticamente toda a área florestal envolvente. Segundo a Associação de Convívio e Melhoramentos do Candal (ACMC), “dos cerca de 183 hectares que compõem este território único, apenas cerca de 7 hectares permaneceram intactos”.
Numa publicação nas redes sociais, a associação sublinha que a perda é “imensa, não só ambiental, mas também emocional e identitária”.
Apesar da devastação, a ACMC deixou uma palavra de agradecimento “a todos os que estiveram na linha da frente, os bombeiros e operacionais de proteção civil, que, com coragem e entrega, enfrentaram as chamas em condições extremamente difíceis, defendendo ao que podiam da nossa floresta e com um esforço ainda maior para manterem a salvo as habitações”. A associação recorda ainda “os que, mesmo perante a ordem de evacuação, permaneceram na aldeia com ação e vigilância”.
Para o presidente da associação, Filipe Ferreira, o Candal “perdeu muito, mas não perdeu a sua alma”. Sublinha que da tragédia deve nascer “um compromisso coletivo: reconstruir, proteger e valorizar esta aldeia de xisto que é património de todos nós, tornando-a mais segura, resiliente e capaz de continuar a atrair vida e visitantes”.
A mensagem termina com uma nota de esperança: “Com determinação e união, faremos com que o Candal volte a erguer-se, não apenas como um lugar reconstruído, mas como símbolo de esperança e de futuro.”